“O universal é o local sem paredes.” (Miguel Torga) "Escrever é um ato de liberdade." (Antônio Callado) "Embora nem todo filho da puta seja censor,todo censor é filho da puta." (Julio Saraiva)

sábado, 10 de outubro de 2009

HERANÇA PARA ESQUECER NA NEBLINA

tão nua a pedra de sal
o cegou

duro desvê-la encostando
um rio em cada tronco

em cada tronco
alguém sentia a mesma memória difusa
das ramas, a ponta da pedra nua

detrás da neblina
- máxima como as penas -
cumpriu essa imagem pregada no tempo sol
está estendida na convergência da luz
em tenso equilíbrio de varais de arame
persiste nas gerações dessa natureza,
a herança da cena
contudo
aguarda por ser cerrada pela neblina
que é esquecimento

o último filho rebenta

dança sobre mim
uma outra pena, isenta

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Adriane B.

___________

3 comentários:

  1. Adriane, queria pedir sua autorização para reproduzir este seu poema na página de Prosa e Poesia que temos no Facebook. Pode ver aqui: http://www.facebook.com/group.php?gid=78380228594&ref=ts. É aberto ao público. Divulgamos literatura na nossa língua de escritores/poetas publicados e sem serem publicados. O grupo está a crescer muito, para minha grande satisfação.
    Abraço,
    Laura

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  2. Laura, caríssima, além da minha autorização tem meu agradecimento por acompanhar o que vamos aqui publicando e por essa iniciativa de divulgação. Um beijo.

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  3. Obrigada, Adriane.
    Um beijo também.

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