por seres assim tão pura e fêmea
foi que te consegui amar tanto
minh'alma louca e também gêmea
que só no olhar me colocou quebranto
pois bem eu que já fui um moço puro
acabei enfim todo enfeitiçado
jurava por deus e hoje não juro
e de vez acabei teu namorado
e se te amo tanto é o meu castigo
que até deus do céu fez meu inimigo
não teve compaixão nem qualquer perdão
foda-se pra sempre esta minha vida
se ora vivo num beco sem saída
sou a propria luz da minha escuridão
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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sexta-feira, 12 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Alma Safada...
Levaste-me a passear na madrugada?
Acordei nua passagem
E do lado direito do riacho.
http://www.youtube.com/watch?v=vghBgUger08
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Diana Balis,
Rio de Janeiro, Brasil
as melodias, sobre poemas de Diana, são de Rui de Carvalho,
Rio de Janeiro, Brasil
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Acordei nua passagem
E do lado direito do riacho.
http://www.youtube.com/watch?v=vghBgUger08
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Diana Balis,
Rio de Janeiro, Brasil
as melodias, sobre poemas de Diana, são de Rui de Carvalho,
Rio de Janeiro, Brasil
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domingo, 7 de março de 2010
TOMBO
para Gisele ou Diana Balis, se ela assim preferir,
com seu sotaque carioca pesado, carregado nos esses e erres,
que me fazem bem aos ouvidos. ternura, consagro.
"Boa noite a todos
à minha chegada
sou mestra Diana
sou quem dou entrada
e a contramestra
madeira ela é
e o resto do bando
venha quem quiser."
Do poema Diana Pastora,
de Fernando Lobo,
com música de Mariozinho Rocha
tua alma safada colocou
o pé na minha frente
foi só por isso que caí
confesso que não sei dançar
a não ser na corda bamba
detesto polca prefiro samba
sofro de saudade de navios partindo
por isto estou sempre indo embora
tenho estas pilhas de livros
e o olhar impiedoso dos santos
a nos condenar ao fogo eterno
debaixo do cobertor azul
tuas pernas entre as minhas
mas nossas pernas não pensam
um gemido vale mais que mil poemas
depois corpos nus
dividem o cansaço do gozo
chuva suave só faz barulho lá fora
é por isso que sempre prefiro temporal
que caia de uma vez então
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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com seu sotaque carioca pesado, carregado nos esses e erres,
que me fazem bem aos ouvidos. ternura, consagro.
"Boa noite a todos
à minha chegada
sou mestra Diana
sou quem dou entrada
e a contramestra
madeira ela é
e o resto do bando
venha quem quiser."
Do poema Diana Pastora,
de Fernando Lobo,
com música de Mariozinho Rocha
tua alma safada colocou
o pé na minha frente
foi só por isso que caí
confesso que não sei dançar
a não ser na corda bamba
detesto polca prefiro samba
sofro de saudade de navios partindo
por isto estou sempre indo embora
tenho estas pilhas de livros
e o olhar impiedoso dos santos
a nos condenar ao fogo eterno
debaixo do cobertor azul
tuas pernas entre as minhas
mas nossas pernas não pensam
um gemido vale mais que mil poemas
depois corpos nus
dividem o cansaço do gozo
chuva suave só faz barulho lá fora
é por isso que sempre prefiro temporal
que caia de uma vez então
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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Chuva suave de pétalas de rosas
Chuva suave de pétalas de rosas
Cai a chuva suave
São pétalas de rosas
O amor é rubro
As faces esgotadas
O sexo é animal
Entre as cobertas azuis
Divulgadores do frio
Aquecidos corpos nus
Duas pernas serão sorrisos
A ternura vale mais
Que a bosta de uma vaca?
Mas a vida é preenchida
Com as lembranças tortas.
O pote já cheio dos cigarros
A moça reconhecia o lugar...
Bebe a revelia, como revolta?
E agora? É agarrar ou largar?
Domar, polir, tremer...
E dançar a polca?
E o medo dos 57 andares.
Olha para cima e respira.
É pura a poluição de sentidos.
Na vertigem das árvores
De lindos cabelos compridos,
Os colos serão ninhos e desabrigos.
O sono nem vem, nem passa.
A saudade é mata do perigo.
Adentrada sentença do nada
Ganha a vida um novo sentido.
_________________________________
Diana Balis (*),
Rio de Janeiro, Brasil
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Diana Balis, desaba. Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 2010.
(*)Diana Balis é pseudônimo literário
da poeta, atriz, psicóloga e educadora
Gisele Sant'Ana Lemos
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Cai a chuva suave
São pétalas de rosas
O amor é rubro
As faces esgotadas
O sexo é animal
Entre as cobertas azuis
Divulgadores do frio
Aquecidos corpos nus
Duas pernas serão sorrisos
A ternura vale mais
Que a bosta de uma vaca?
Mas a vida é preenchida
Com as lembranças tortas.
O pote já cheio dos cigarros
A moça reconhecia o lugar...
Bebe a revelia, como revolta?
E agora? É agarrar ou largar?
Domar, polir, tremer...
E dançar a polca?
E o medo dos 57 andares.
Olha para cima e respira.
É pura a poluição de sentidos.
Na vertigem das árvores
De lindos cabelos compridos,
Os colos serão ninhos e desabrigos.
O sono nem vem, nem passa.
A saudade é mata do perigo.
Adentrada sentença do nada
Ganha a vida um novo sentido.
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Diana Balis (*),
Rio de Janeiro, Brasil
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Diana Balis, desaba. Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 2010.
(*)Diana Balis é pseudônimo literário
da poeta, atriz, psicóloga e educadora
Gisele Sant'Ana Lemos
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sexta-feira, 5 de março de 2010
SONETO DE RUA
"Ai a vida!
Quanto mais me magoa, mais a canto."
- Miguel Torga -
... no entanto amor entro no bar e bebo
e bebo só mas bebo tanto e tanto
duas pra mim e dou mais três pro santo
que saio torto e nem sequer percebo
até que um dia fui um bom mancebo
talvez alguém me colocou quebranto
fui alma pura pus divino manto
hoje só pago mas nunca recebo
amar meu bem não passa só de vício
morrer morri foram tantas as vezes
que não me assusta qualquer precipício
cruel me foram dias anos meses
poesia foi só dever de ofício
quatro em ponto tomo o chá dos ingleses
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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Quanto mais me magoa, mais a canto."
- Miguel Torga -
... no entanto amor entro no bar e bebo
e bebo só mas bebo tanto e tanto
duas pra mim e dou mais três pro santo
que saio torto e nem sequer percebo
até que um dia fui um bom mancebo
talvez alguém me colocou quebranto
fui alma pura pus divino manto
hoje só pago mas nunca recebo
amar meu bem não passa só de vício
morrer morri foram tantas as vezes
que não me assusta qualquer precipício
cruel me foram dias anos meses
poesia foi só dever de ofício
quatro em ponto tomo o chá dos ingleses
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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quinta-feira, 4 de março de 2010
ENTRE PAREDES
noite em branco
2 maços de cigarro
1/2 litro de conhaque
nenhum poema
nenhuma mulher
amanhã & depois
tudo na mesma
feliz é o cão
feliz é o gato
feliz é o rato
feliz é a lesma
_________________
Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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2 maços de cigarro
1/2 litro de conhaque
nenhum poema
nenhuma mulher
amanhã & depois
tudo na mesma
feliz é o cão
feliz é o gato
feliz é o rato
feliz é a lesma
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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quarta-feira, 3 de março de 2010
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