quarta-feira, 9 de maio de 2012
POEMA SEM DESTINO
esta dor que dói
como o sótão vazio
de uma casa abandonada
este olhar sujo de ruínas
estas palavras doentes de significados
este meu país desconhecido
sem nome sem bandeira
sem coração
que não aparece em nenhum mapa
07-05-12
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
UM POEMA DE AMOR AO MEU AMOR
"Meu amor me ensinou a ser simples
Como um largo de igreja"
- Oswald de Andrade,no poema Ditirambo
o amor de cristiane é simples
sem cristais ouro ou prataria
sem modismos
sem medo de caminhar no escuro
quando cristiane se cala
seu silêncio toca na flauta
um chorinho do pixinguinha
e o que já era puro fica ainda mais puro
como as orações que as crianças
fazem na hora de dormir
refém deste amor
dou-me sempre por vencido
prometo não cochilar no cinema
deixo-me cair na armadilha boa da paixão
e invento palavras de sorvete com pedaços de abacaxi
o amor do meu amor é simples
como cantiga de roda
dessas que não se ouvem mais
o amor de cristiane é simples
como todo amor deve ser
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Júlio Saraiva,
São Paulo,Brasil
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Como um largo de igreja"
- Oswald de Andrade,no poema Ditirambo
o amor de cristiane é simples
sem cristais ouro ou prataria
sem modismos
sem medo de caminhar no escuro
quando cristiane se cala
seu silêncio toca na flauta
um chorinho do pixinguinha
e o que já era puro fica ainda mais puro
como as orações que as crianças
fazem na hora de dormir
refém deste amor
dou-me sempre por vencido
prometo não cochilar no cinema
deixo-me cair na armadilha boa da paixão
e invento palavras de sorvete com pedaços de abacaxi
o amor do meu amor é simples
como cantiga de roda
dessas que não se ouvem mais
o amor de cristiane é simples
como todo amor deve ser
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Júlio Saraiva,
São Paulo,Brasil
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
PARA SEFÉRIS
"A voz do Senhor por sobre as águas.
Há uma ilha."
- Giorgos Seféris -
pela porta escancarada
da sala
faço entrar um poema
de seféris
o mar vem atrás dentro de um ícone
e sem cerimônia diz
não suportar mais a memória sagrada
dos navios
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Júlio Saraiva
São Paulo, Brasil,
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Há uma ilha."
- Giorgos Seféris -
pela porta escancarada
da sala
faço entrar um poema
de seféris
o mar vem atrás dentro de um ícone
e sem cerimônia diz
não suportar mais a memória sagrada
dos navios
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Júlio Saraiva
São Paulo, Brasil,
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sábado, 28 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
POEMA PARA JOSÉ CRAVEIRINHA
tua alma de tambor grita
algum vento forte bate em meu rosto
acordo em maputo
e tenho todos os sonhos do mundo
tu pedes apenas que te deixem ser tambor...
invado os sertões do meu país
sou mais um brasileiro
cansado de guerra
eu e as minhas guerras...
- coberto de pavor envelheço...
faz luar em maputo
enquanto escrevo teu nome no silêncio
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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algum vento forte bate em meu rosto
acordo em maputo
e tenho todos os sonhos do mundo
tu pedes apenas que te deixem ser tambor...
invado os sertões do meu país
sou mais um brasileiro
cansado de guerra
eu e as minhas guerras...
- coberto de pavor envelheço...
faz luar em maputo
enquanto escrevo teu nome no silêncio
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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