tão nua a pedra de sal
o cegou
duro desvê-la encostando
um rio em cada tronco
em cada tronco
alguém sentia a mesma memória difusa
das ramas, a ponta da pedra nua
detrás da neblina
- máxima como as penas -
cumpriu essa imagem pregada no tempo sol
está estendida na convergência da luz
em tenso equilíbrio de varais de arame
persiste nas gerações dessa natureza,
a herança da cena
contudo
aguarda por ser cerrada pela neblina
que é esquecimento
o último filho rebenta
dança sobre mim
uma outra pena, isenta
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Adriane B.
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Adriane, queria pedir sua autorização para reproduzir este seu poema na página de Prosa e Poesia que temos no Facebook. Pode ver aqui: http://www.facebook.com/group.php?gid=78380228594&ref=ts. É aberto ao público. Divulgamos literatura na nossa língua de escritores/poetas publicados e sem serem publicados. O grupo está a crescer muito, para minha grande satisfação.
ResponderExcluirAbraço,
Laura
Laura, caríssima, além da minha autorização tem meu agradecimento por acompanhar o que vamos aqui publicando e por essa iniciativa de divulgação. Um beijo.
ResponderExcluirObrigada, Adriane.
ResponderExcluirUm beijo também.