meu dia de morrer era ontem
mas achei por bem adiar
mais uma vez adiar
vivo de adiar os meus dias
minhas horas não falam a língua do tempo
coleciono abismos dentro de mim
tenho acenos de adeuses nas mãos
e algumas facas no peito
amanhã será outro dia?
não - definitivamente não
faz muito que para mim todos os dias são iguais
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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Meu caro Júlio,
ResponderExcluireste teu excelente poema, retrata um estado de espírito de que todos somos acometidos mais dia menos dia, em qualquer lugar. Vale lembrar, para os mais fortes, os versos do Drummond:
"Mas você não morre...
Você é duro, José!"
Abraço,
Sergio de Sersank
sersank.blogspot.com