sábado, 28 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
POEMA PARA JOSÉ CRAVEIRINHA
tua alma de tambor grita
algum vento forte bate em meu rosto
acordo em maputo
e tenho todos os sonhos do mundo
tu pedes apenas que te deixem ser tambor...
invado os sertões do meu país
sou mais um brasileiro
cansado de guerra
eu e as minhas guerras...
- coberto de pavor envelheço...
faz luar em maputo
enquanto escrevo teu nome no silêncio
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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algum vento forte bate em meu rosto
acordo em maputo
e tenho todos os sonhos do mundo
tu pedes apenas que te deixem ser tambor...
invado os sertões do meu país
sou mais um brasileiro
cansado de guerra
eu e as minhas guerras...
- coberto de pavor envelheço...
faz luar em maputo
enquanto escrevo teu nome no silêncio
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
FLAGRANTE ASSOBIO
no coração da faca
a lâmina brilha
mas não há qualquer
vestígio de sangue
impiedosa porém a noite
de punhos cerrados
agride o homem que passa
com passos perdidos
o homem cambaleia
e cai no colo da calçada
mesmo vazia a rua
sente pena do homem
e com um longo assobio
chama a morte
para lhe prestar socorro
23-03-12
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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a lâmina brilha
mas não há qualquer
vestígio de sangue
impiedosa porém a noite
de punhos cerrados
agride o homem que passa
com passos perdidos
o homem cambaleia
e cai no colo da calçada
mesmo vazia a rua
sente pena do homem
e com um longo assobio
chama a morte
para lhe prestar socorro
23-03-12
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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quinta-feira, 22 de março de 2012
POEMA DE UMA TARDE
não sabes com que elegância o tempo me observa
despreza a minha loucura numa casa de chá
entre biscoitos finos e delicadas porcelanas
dessas que a gente toca com todo cuidado
como quem afaga o rosto rosado de uma criança
posso acrescentar a voz de piaf ao poema
e uma chuva fina caindo lá fora
(piaf não - maysa)
uma mulher de vestido preto me acena
sorri e depois desaparece na fumaça do meu cigarro
não tenho pressa não preciso ter pressa
o próximo voo demora algumas horas ainda
não sabes com que elegância o tempo me mastiga
22-03-12
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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despreza a minha loucura numa casa de chá
entre biscoitos finos e delicadas porcelanas
dessas que a gente toca com todo cuidado
como quem afaga o rosto rosado de uma criança
posso acrescentar a voz de piaf ao poema
e uma chuva fina caindo lá fora
(piaf não - maysa)
uma mulher de vestido preto me acena
sorri e depois desaparece na fumaça do meu cigarro
não tenho pressa não preciso ter pressa
o próximo voo demora algumas horas ainda
não sabes com que elegância o tempo me mastiga
22-03-12
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Júlio Saraiva,
São Paulo, Brasil
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